Entre nós e o mundo estão os meio tecnológicos de comunicação.
Do ringtone do despertador do celular “baixado” de um computador Apple com chip Intel, dos cartões de telefone pré-pagos vendidos em bancas de jornal aos presentes comprados em lojas virtuais, cartões e flores on-line acessados a partir de um click no banner eletrônico. Dos flashes das câmeras digitais nas festinhas de crianças ao Fickr dessas imagens criado alguns minutos depois em um iPhone ou enviados pelo Blackberry de dentro de um carro com um mini DVD Player Panasonic. A tecnologia passou a fazer parte do cotidiano e promoveu a digitalização do social. E-mail, messenger, ICQ, blog, fotolog, Orkut, Youtube, Facebook, Twitter, Netvibes, Multiply, mms, sms, scarps para comunidades virtuais e colegas de trabalho, amigos da escola ou primos não tão distantes. Até aqui nada de novo. Nada que “
Denise está chamando” de Hal Sawen não tenha abordado em 1995.
Desterritorialização da cultura e escambo infinito
No ciberespaço, troca-se fotos, vídeos, episódios de séries, aplicativos para computador e, após a mudança de perfil do Napster (de programa de trocas de arquivos musicais para loja virtual para associados), o Kazaa, o Emule e tantos outros programas de compartilhamento de arquivos tomaram seu lugar, criando um grande acervo de músicas na rede formada por diversos computadores que fazem parte dela.
As gravadoras fizeram parcerias com empresas de tecnologia que produzem programas que tocam música no computador, como o Windows Media Player e o Itunes, e passaram a vender o download de suas músicas. Basta fazer o login no programa para receber o boletim de lançamentos na tela do computador.
O site da gravadora
Trama, por exemplo, oferece em sua loja virtual MP3, DVD e CD – a música desvinculada do suporte. Além de divulgar a agenda de seus artistas, tem uma rádio on-line e um espaço universitário com promoções e sorteio de ingressos e produtos. Basta fazer um cadastro, com seus dados e os produtos de sua preferência, de maquiagem a eletrônicos. O que vale aqui é a informação.
Assim como a música em formato mp3, a imagem digital é baseada em modelos matemáticos, desvinculada do suporte material (papel, película, etc) e pode ser modificada em tempo real. O observador pode interagir com o sistema em que ela se apóia e obter uma resposta imediata, como acontece em seu cotidiano. Assim o sujeito que antes era observador se torna usuário, participante, ator. Por meio desta interatividade que a imagem digital permite, ele deixa de ser observador para se tornar participante e, nesta condição de participante, ele passa a ser co-criador da imagem, já que o resultado apresentado é definido por sua intervenção.
Pra ouvir:
Pra assistir:
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