No Hinduísmo, o avatar é uma encarnação (manifestação corporal) de um ser imortal ou divino. O termo deriva do sânscrito avatara, que significa descida deliberada dos deuses ao reino dos mortais.

Lúcia Leão em seu artigo “o Habitat da Webmatilha” (publicado no site do Itaú Cultural em 2001), sugere o avatar como aquilo que nos representa em determinado contexto:
Assim, se pensarmos em um jogo de tabuleiro como o Banco Imobiliário, se eu escolho que meu peão será o de cor amarela, nesse momento estou determinando que meu avatar é o peão amarelo. Ao entrar no jogo e aceitar as regras desse jogo, eu sou o peão amarelo.”

No ciberespaço é uma identidade assumida, a identidade virtual, uma manifestação do nosso “eu real” além do mundo físico. O avatar é composto de dois elementos: o elemento referente ao software, o ícone utilizado para representação no ambiente virtual, e um elemento humano, o próprio usuário que interage através do ícone.

É também a representação gráfica de um usuário em ambiente virtual, jogos ou outros ambientes sintéticos como fóruns e bate-papos, que, em sua forma de apresentação, varia de um sofisticado modelo 3D animado até um simples ícone, ou simplesmente um apelido (nickname), uma imagem (foto, desenho, etc) ou uma personagem de um game.

Esse “eu digital” pode ser considerado um simulacro. Nosso simulacro no mundo digital inicialmente é nosso login de acesso em determinados websites que controlam a visualização de conteúdos por meio de um cadastro, podendo envolver um nome de usuário e uma senha. O site da gravadora Trama citado anteriormente adota um cadastro como premissa para participação em promoções. Por medida de segurança, os bancos (internet banking) também exigem senhas dos seus correntistas antes de fornecer os dados bancários. Essa identificação por senha e nome de usuário é uma prática comum na internet, principalmente como filtro de acesso aos conteúdos pagos.

Uma segunda representação seria a conta de correio eletrônico, o e-mail. Para que as pessoas possam enviar mensagens, cada um tem sua representação na forma de um e-mail, um endereço eletrônico, do tipo eu-no-meu-provedor-comercial (ex. eu@meuprovedor.com)
Nos programas de mensagens instantâneas, como o MSN Messenger ou o ICQ, twitter,orkut e fóruns, a representação envolve um nickname, um ícone, um profile e pode estar relacionada a uma música, um vídeo ou qualquer outro formato de arquivo disponível para download (cópia no computador a partir de um link na rede) para os colegas avatares.

O Orkut é uma grande comunidade virtual formada por avatares. Neste caso, o simulacro não envolve apenas uma representação e sim, um universo do “eu digital” contendo perfil (gostos, hobbies, etc), álbum de fotos, lista de amigos virtuais (outros avatares), comunidades que vão desde a turma do colégio aos fetiches mais absurdos, scrapbooks (ou mural de recados) e caixa postal para recebimento de mensagens. No Orkut, o “eu digital” assume diversas identidades e um número ilimitado de avatares pode ser criado para apenas um “eu físico”.

Não só o orkut, como facebook, youtube, twitter e outras

Okay. Mais um tema datado. Vale “adendar” que os brasileiros já bombaram o Orkut e agora estão bombando o Twitter.

Veja os mapas do Viu Isso:

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E os posts, claro:

http://www.viuisso.com.br/tag/redes-sociais/