Apple’s iPhone ordering and paying patent

Citação de Steve Johson pra começar o post – que esteve recentemente em SP para lançar seu novo livro na Campus Party:

“Olhando pela diminuta tela branca, com sua lixeira bojuda e suas janelas rodopiantes, podíamos ver pela primeira vez que a interface se tornara ela própria um meio de comunicação. Não mais um ponto de interseção inerte e misterioso entre usuário e microprocessador, era agora uma entidade autônoma, uma obra de cultura tanto quanto de tecnologia”.

Interfaces Gráficas

As primeiras interfaces gráficas (GUI – Graphical User Interface) permitiram uma interação homem-computador pelo reconhecimento cognitivo, baseado em símbolos visuais como ícones, janela e menus. Essa interação é possível por meio de próteses de 14 contatos entre o homem e a máquina, como o mouse e o teclado. A interface molda como o homem compreende o computador e determina como qualquer objeto acessado neste computador é pensado. Para Steve Johnson, a interface é um mediador entre o computador e o homem que estabelece uma relação semântica, pois enquanto o primeiro “pensa” em 0 e 1, o segundo pensa em palavras, conceitos, imagens, sons e associações. Para Pierre Levy, a interface compreende todo o aparato material que permite a interação entre o universo da informação digital e “o mundo ordinário”.

E para encerrar, Lev Manovich:

“A interface do computador atua como um código que leva as mensagens culturais em uma variedade de meios. Esse código afeta as mensagens transmitidas por ele. Um código também cria seu próprio modelo de mundo, conseqüentemente mensagens culturais ou toda linguagem criada com esse código será limitada pela sua ideologia.”
Mais?
Steve Johnson
Lev Manovich